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1 Junho, 2013

Quando pensavas que eu não estava a ver

Quando pensavas que eu não estava a ver,
vi-te colar o meu primeiro desenho no frigorífico
e logo quis fazer outro.

Quando pensavas que eu não estava a ver,
vi-te dar de comer a um gato vadio,
e aprendi que se deve tratar bem os animais.

Quando pensavas que eu não estava a ver,
vi-te fazer para mim o meu doce favorito,
e aprendi que as pequenas coisas podem ser coisas especiais na vida.

Quando pensavas que eu não estava a ver,
vi-te fazer um almoço e levá-lo a um amigo doente,
e aprendi que devemos cuidar uns dos outros.

Quando pensavas que eu não estava a ver,
vi-te cuidar da nossa casa e daqueles que nela habitam,
e aprendi que é necessário cuidar daquilo que recebemos.

Quando pensavas que eu não estava a ver,
vi-te enfrentar as tuas responsabilidades apesar de não te sentires bem,
e aprendi que deverei ser responsável quando for grande.

Quando pensavas que eu não estava a ver,
vi correr lágrimas dos teus olhos,
e aprendi que certas coisas por vezes fazem sofrer, mas que chorar faz bem.

Quando pensavas que eu não estava a ver,
vi que estavas preocupada,
e quis ser tudo aquilo que poderia ser.

Quando pensavas que eu não estava a ver,
aprendi a maior parte das lições de vida que deverei saber
para ser uma pessoa boa e útil quando crescer.

Quando pensavas que eu não estava a ver,
olhei para ti e queria dizer: «Obrigado por tudo o que vi
quando pensavas que eu não estava a ver».

[Chávez, Pascoal (Reitor Maior dos Salesianos). Como Dom Bosco educador, ofereçamos aos jovens o Evangelho da alegria através da pedagogia da bondade. Comentário ao Lema].

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