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A EMR Católica na Escola Pública

A instituição “Escola” é a resposta da sociedade ao direito que todo o ser humano tem à educação e formação da sua personalidade bem como, através de uma educação que abrange todas as áreas do saber, se inserir e participar numa determinada cultura e sociedade. Olhando para as sociedades e para as suas culturas, reconhecemos o seu passado a fim de construir o presente e preparar o futuro, ao mesmo tempo que nos realizamos como pessoas.

Educar é uma tarefa cada vez mais difícil, mas também mais necessária e urgente. Não é a mesma coisa educar para a vida ou educar para um meio de vida, embora saibamos que é muito importante tornar os jovens capazes para viver de modo digno e útil à sociedade em que se está inserido. A este propósito, os mais novos têm hoje que se preparar cada vez melhor para a profissão que desejam, onde se exige sobretudo a qualidade, de modo a terem alegria no que fazem e seja reconhecido o seu valor no mercado de trabalho.

Porém, a verdadeira educação não ensina apenas a “fazer”, mas também a “ser”: a ser uma pessoa com princípios, valores e critérios, que lhe permita tornar mais humanas as suas relações com os outros e dar à sociedade um contributo de honradez que a dignifique cada vez mais.

Por isso, também a Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), disciplina com uma dimensão religiosa e cívica, é um complemento indispensável neste processo educativo das crianças e dos jovens, que se preparam para uma vida responsável e digna. Ela não é uma aula de catequese, como muitas vezes se afirma, se bem que o objetivo de ambas é complementar e mutuamente enriquecedor: enquanto que na catequese, que é ministrada nas paróquias, se faz a transmissão direta da Doutrina Cristã e ajudam-se as crianças e os jovens a aprenderem a dialogar e a viver com Deus, na aula de EMRC aprende-se a viver com os outros à luz de princípios e valores éticos próprios da Religião Cristã Católica e faz-se o diálogo da fé com a cultura e os saberes das outras disciplinas, de modo que a fé tenha cultura e a cultura tenha horizontes cristãos (não basta que um homem seja bom profissional; é necessário que um bom profissional seja Homem a todos os níveis, como já foi referido).

O ambiente social que atualmente vivemos é plural, cruzado por múltiplas influências, umas mais positivas que outras. E nesta “estrada” que é a vida, são precisos “sinais” que nos previnam e nos indiquem o caminho que devemos seguir, a “velocidade a que devemos andar”, os perigos que podemos correr, a meta da felicidade – é este o nosso objetivo. Por isso, a Igreja convida-vos, mais uma vez, a refletirem com os vossos filhos e a decidires o melhor para eles em termos de educação.

Uma coisa é certa: a frequência de EMRC contribui para a formação integral da personalidade do aluno: para alargar o seu horizonte cultural; para compreender a vida, os outros e tudo o que o rodeia de forma adulta e harmoniosa; para a reflexão dos problemas humanos, à luz da fé da religião; contribui para aprender a ser mais responsável perante os desafios que o mundo apresenta; para encontrar respostas que contribuam para a formação de uma sociedade mais justa e fraterna – é, por isso, uma disciplina que desafia a coragem, a liberdade e a responsabilidade.

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